
Esse suave veneno que brilha nos teus olhos
É como sangue doce a fervilhar,
Que quebra o encanto dos meus sonhos
E põe o meu coração a palpitar.
Coração esse, palpita num corpo morto
Que poderá um dia ressuscitar
Se esse teu suave veneno
Um dia lhe ousar tocar.
Com a sua singela frieza cor de mármore,
Frieza essa que usas para poder sentir-te
Nas noites em que não viverei sem ti.
Trazes esse teu suave veneno contigo,
Para adormecer no meu leito comigo
Só assim renascerei e morrerei em ti.