
O medo consome-me a alma como fogo,
Os meus sonhos são escuros e tenebrosos.
Caí nas garras de um mortal jogo
Estranho jogo esse, vencerá meu medo?
E vou caindo cada vez mais num túnel,
Onde espinhos dilaceram a minha pele
Gritando de dor, um grito tão amável
Tal como um pensamento só dele.
Escutando mais do que aquilo que posso escutar,
Vendo mais para além do que quero ver
Sofrer mais do que aquilo que posso sofrer.
Tão simples é o som dos reles mortais
Que choram o doce som do sofrimento sem palavras,
Sem tacto, simplesmente derramando lágrimas.